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quinta-feira, 27 de junho de 2013
BRASIL E ESPANHA NA FINAL DA COPA DAS COFEDERAÇÕES
domingo, 23 de junho de 2013
Fred e Neymar decidem
Quando Brasil e Itália esqueceram as faltas e priorizaram o futebol, a partida fluiu na Arena Fonte Nova, neste sábado, justificando os nove títulos mundiais em campo. O 4 a 2 a favor dos brasileiros não garantiu apenas o primeiro lugar do Grupo A como provavelmente tirou a Espanha do caminho na semifinal da Copa das Confederações
Sorte do time de Luiz Felipe Scolari, que contou mais uma vez com o talento de Neymar e viu Fred marcar pela primeira vez no torneio para manter os 100% de aproveitamento da Seleção e coroar, de certa forma, a campanha irretocável na fase de classificação.
Apesar da vantagem do empate, Felipão não escalou apenas Paulinho, lesionado, optando por Hernanes como substituto. O técnico, porém, perdeu David Luiz, que é dúvida para o jogo de quarta-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte, já válido pelas semifinais, com o adversário ainda indefinido.
PORRADAS, LESÕES E O BAIANO PREDESTINADO
Pela primeira vez na Copa das Confederações, o Brasil demorou para marcar. Nem mesmo a pressão nos três minutos iniciais garantiu um gol antes dos dez minutos, como aconteceu anteriormente contra Japão e México. Dante, porém, aos 45 minutos do primeiro tempo, assegurou a vantagem parcial de um desempenho, até então, diferente da Seleção no torneio.
Fato atribuído, entre outras razões, à marcação eficiente e ríspida dos italianos. O tal jogo truncado esperado pelo volante Hernanes na véspera do confronto contaminou, em parte, o padrão brasileiro. Com apenas 12 minutos, foram nove faltas, contra três dos italianos. Até o fim da etapa inicial, seriam 22 infrações no total, 13 só dos brasileiros.
A partida, digamos, mais brutal foi o que fez com que dois jogadores deixassem o campo com lesões. O primeiro deles foi Abate. No duelo particular contra Neymar, o lateral italiano derrubou o 10 da Seleção duas vezes. Depois, quando o atacante retribuiu, acertou o camisa 20 da Azurra, que foi diretamente para o vestiário com dores no braço direito provocadas pela queda. Restaram ainda um amarelo para o brasileiro e uma fratura no braço para o italiano.
Cinco minutos depois, aos 32, seria a vez de David Luiz dar um bico para a lateral, demonstrando frustração por não ter suportado uma pancada na coxa direita recebida aos 13 após lance mais ríspido com Candreva. Coincidência fatal para os italianos, porque Dante era quem entrava no lugar do camisa 4. Eles, porém, ainda não sabiam da tragédia parcial que estava prestes a ser anunciada.
CAMISAS 9 E 10 DECIDEM
Foram transcorridos 45 minutos, o segundo tempo se iniciava, o Brasil vencia por 1 a 0 e nada de o nome 'Balotelli' ser citado. Ainda mais por se tratar de um jogo disputado, o preferido do camisa 9. Ledo engano. Bastou um tiro de meta cobrado por Buffon cair nos pés do atacante. Mesmo com Dante fazendo a carga por trás, Super Mario conseguiu um passe de calcanhar para Giaccherini. Sem marcação, ele avançou e chutou cruzado para empatar aos cinco minutos.
Susto rápido para o time de Felipão e para a torcida. Afinal, Neymar assumiria novamente o papel de protagonista. Bastaram mais quatro minutos para o camisa 10 sofrer falta e cobrá-la de maneira perfeita, recolocando o Brasil à frente.
Nesse momento, ao considerar o gol marcado por Dante aos 45 ainda do primeiro tempo, eram três em apenas nove minutos.
Disputa acirrada para ver quem avançava em primeiro do Grupo A e fugir da Espanha? Pretexto aceitável, mas dentro dos objetivos do Brasil. Afinal, para ser campeã, a Seleção provavelmente precisará superar a Fúria.
Melhor, então, deixar os espanhóis para uma eventual final, pensou Fred, quando recebeu lançamento perfeito de Marcelo e fuzilou o gol de Buffon, aos 21 minutos. Foi o primeiro do camisa 9 na Copa das Confederações.
A Itália esboçou sinais de reação após Chiellini diminuir aos 26 minutos em lance polêmico. Os jogadores do Brasil alegaram que o árbitro Ravshan Irmatov teria apitado e assinalado pênalti antes de o zagueiro da Azurra empurrar a bola contra as redes de Julio Cesar.
Polêmicas à parte, o gol deu uma sobrevida ao time do técnico Prandelli, e a cabeçada de Maggio no travessão oito minutos depois mostrava uma tentativa de reação. Felipão, precavido, já havia colocado Fernando no lugar de Hulk antes desse lance.
Fechado e só com Fred no campo de defesa da Itália, o Brasil suportou a pressão. E o único homem à frente naquele momento fez o segundo dele no jogo, já nos minutos finais, e sacramentou a vitória inquestionável sobre a Itália.
FICHA TÉCNICA
ITÁLIA 2 X 4 BRASIL
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data/Hora: 22/06/2013
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Auxiliares: Abdukhamidullo Rasulov (UZB) e Bakhadyr Kochakarov (KGZ)
Público: 48.874
Cartões amarelos: Machisio (ITA); David Luiz, Neymar, Luiz Gustavo (BRA)
Cartões vermelhos: - nenhum
GOLS: Dante, 45'/2ºT (0-1); Giaccherini, 6'/2ºT (1-1); Neymar, 9'/2ºT (1-2); Fred, 20'/2ºT (1-3); Chiellini, 25'/2ºT (2-3); Fred, 42'/2ºT (2-4)
ITALIA: Buffon, Abate (Maggio - 29'/1ºT), Bonucci, Chellini, Sciglio; Montolivo (Giaccherini - 26'/1ºT), Aquilani, Machisio, Candreva, Diamanti (El Shaarawy - 27'/2ºT); Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.
BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz (David Luiz - 33'/1ºT), Marcelo; Luiz Gustavo, Hernanes, Oscar; Hulk (Fernando - 30'/2ºT), Neymar (Bernard - 23'/2ºT) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/selecao/Fred-Neymar-decidem-Brasil-Italia_0_942505831.html#ixzz2X5XREPDv
© 1997-2013 Todos os direitos reservados a Areté Editorial S.A Diário LANCE!
A única certeza mostrada pelos rivais era uma: retranca para bloquear a velocidade do ataque brasileiro. Sabedoria aplicada e que derrubava a eficiente chegada em bloco do time de Luiz Felipe Scolari. Entre a pressão inicial e o apito do juiz, além do gol, apenas um chute cruzado sem força de Neymar representava a melhor oportunidade brasileira.
O filho da terra Dante, então, intercedeu pelos companheiros, por Felipão e pelos milhares de torcedores que aplaudiram o zagueiro quando ele entrou em campo aos 33 minutos. O baiano, como um verdadeiro predestinado, estava muito bem posicionado para aproveitar o rebote de Buffon após desvio de cabeça de Fred e saciar a Arena Fonte Nova e seu público restando poucos segundos para o intervalo.
CAMISAS 9 E 10 DECIDEM
Foram transcorridos 45 minutos, o segundo tempo se iniciava, o Brasil vencia por 1 a 0 e nada de o nome 'Balotelli' ser citado. Ainda mais por se tratar de um jogo disputado, o preferido do camisa 9. Ledo engano. Bastou um tiro de meta cobrado por Buffon cair nos pés do atacante. Mesmo com Dante fazendo a carga por trás, Super Mario conseguiu um passe de calcanhar para Giaccherini. Sem marcação, ele avançou e chutou cruzado para empatar aos cinco minutos.
Susto rápido para o time de Felipão e para a torcida. Afinal, Neymar assumiria novamente o papel de protagonista. Bastaram mais quatro minutos para o camisa 10 sofrer falta e cobrá-la de maneira perfeita, recolocando o Brasil à frente.
Nesse momento, ao considerar o gol marcado por Dante aos 45 ainda do primeiro tempo, eram três em apenas nove minutos.
Disputa acirrada para ver quem avançava em primeiro do Grupo A e fugir da Espanha? Pretexto aceitável, mas dentro dos objetivos do Brasil. Afinal, para ser campeã, a Seleção provavelmente precisará superar a Fúria.
Melhor, então, deixar os espanhóis para uma eventual final, pensou Fred, quando recebeu lançamento perfeito de Marcelo e fuzilou o gol de Buffon, aos 21 minutos. Foi o primeiro do camisa 9 na Copa das Confederações.
A Itália esboçou sinais de reação após Chiellini diminuir aos 26 minutos em lance polêmico. Os jogadores do Brasil alegaram que o árbitro Ravshan Irmatov teria apitado e assinalado pênalti antes de o zagueiro da Azurra empurrar a bola contra as redes de Julio Cesar.
Polêmicas à parte, o gol deu uma sobrevida ao time do técnico Prandelli, e a cabeçada de Maggio no travessão oito minutos depois mostrava uma tentativa de reação. Felipão, precavido, já havia colocado Fernando no lugar de Hulk antes desse lance.
Fechado e só com Fred no campo de defesa da Itália, o Brasil suportou a pressão. E o único homem à frente naquele momento fez o segundo dele no jogo, já nos minutos finais, e sacramentou a vitória inquestionável sobre a Itália.
FICHA TÉCNICA
ITÁLIA 2 X 4 BRASIL
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data/Hora: 22/06/2013
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Auxiliares: Abdukhamidullo Rasulov (UZB) e Bakhadyr Kochakarov (KGZ)
Público: 48.874
Cartões amarelos: Machisio (ITA); David Luiz, Neymar, Luiz Gustavo (BRA)
Cartões vermelhos: - nenhum
GOLS: Dante, 45'/2ºT (0-1); Giaccherini, 6'/2ºT (1-1); Neymar, 9'/2ºT (1-2); Fred, 20'/2ºT (1-3); Chiellini, 25'/2ºT (2-3); Fred, 42'/2ºT (2-4)
ITALIA: Buffon, Abate (Maggio - 29'/1ºT), Bonucci, Chellini, Sciglio; Montolivo (Giaccherini - 26'/1ºT), Aquilani, Machisio, Candreva, Diamanti (El Shaarawy - 27'/2ºT); Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.
BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz (David Luiz - 33'/1ºT), Marcelo; Luiz Gustavo, Hernanes, Oscar; Hulk (Fernando - 30'/2ºT), Neymar (Bernard - 23'/2ºT) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
NA BASE DA VONTADE, BRASIL VENCE A FRANÇA E PÕE FIM A INCÔMODO JEJUM
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quinta-feira, 6 de junho de 2013
Brasileirão
domingo, 2 de junho de 2013
Ronaldo elogia Neymar
Depois de mostrar fotos “estudando para o jogo”, o ex-jogador Ronaldo estreou como comentarista da Globo fazendo observações previsíveis e banais no empate entre Brasil e Inglaterra por 2 a 2, no Maracanã. Classificou Neymar, cliente de sua empresa de marketing, como principal figura em campo, e teceu loas ao “padrão Fifa” do estádio reformado, no que caracterizou um elogio em causa própria, já que é embaixador e integrante no Conselho de Administração do Comitê Organizador da Copa do Mundo.
Ronaldo também não foi original ao fazer críticas ao técnico Felipão, lamentando a indefinição do esquema tático da seleção – algo que nove entre dez comentaristas têm dito.
Como era de se esperar, o novo comentarista foi objeto de todo tipo de bajulação por parte do narrador Galvão Bueno, mas ganhou uma “cornetada” por conta de sua suposta falta de sinceridade. Questionado pelo narrador logo no início da transmissão sobre o que havia achado da escalação do Brasil, Ronaldo elogiou as mudanças feitas por Felipão. Na volta, Galvão disse: “Senti ele um pouco titubeante. Não sei se ele concordou 100% com o Felipão”.
Ronaldo foi também personagem da transmissão da partida por conta de um detalhe não mencionado pelo narrador. A empresa PokerStars usou o jogo para promover o ex-jogador como novo garoto-propaganda nas placas laterais do campo — uma imagem que o espectador da Globo viu diversas vezes.
Tratado como “comentarista convidado”, Ronaldo elogiou o “timaço da Rede Globo” e disse: “Espero estar à altura. Prometo não ficar em cima do muro”. Só não ficou em relação ao técnico Felipão. Depois de ouvir que o técnico havia pedido que a grama do Maracanã ficasse mais alta do que o normal, para deixar o jogo mais cadenciado, lamentou: “Não faz diferença. Seleção brasileira, com a qualidade que tem, leva vantagem se o jogo for mais rápido”.
“Estou gostando muito da movimentação da seleção brasileira”, elogiou no primeiro tempo. “Acho que só faltou o gol”, disse, repetindo um clichê clássico. Num lance de perigo da Ingleterra, no final do primeiro tempo, o comentarista viu impedimento, levando Arnaldo Cesar Coelho a discordar dele. No intervalo, o tira-teima mostrou que Arnaldo estava certo.
Disse que Neymar foi o “o principal jogador brasileiro”, mas observou que a seleção precisa se organizar melhor para o craque do Barcelona render mais. Neste momento, Casagrande fez um reparo, dizendo que a atuação de Neymar não estava “nada brilhante”.
Comentando o gol de Fred, que pegou um rebote do chute de Hernanes no travessão, Ronaldo lembrou que Felipão não gostava que os atacantes da seleção corressem atrás de rebote nos treinos, em 2002, mas que ele não respeitava a ordem. “Ainda bem que eu segui o meu instinto e não o dele”, disse, lembrando do primeiro gol na final da Copa, contra a Alemanha
Mauricio Stycer
Crítico do UOL
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