"Nós temos seis, eles têm uma”. Quase uma entidade no Boca Juniors, Juan Román Riquelme proferiu esta frase um dia antes do duelo contra o Corinthians, pelas oitavas de final da Libertadores. Machucado, ele nem precisou entrar em campo para os xeneizes mostrarem por que devem ser sempre respeitados. Sempre. Com a disposição de 11 dentro de campo e outros 50 mil fora dele, o Boca fez 1 a 0 em um preguiçoso Timão na noite desta quarta-feira, em La Bombonera, e saiu à frente na luta por uma vaga nas quartas de final.
Com o resultado, o Corinthians precisa vencer por dois gols de diferença o confronto de volta, dia 15 de maio, no Pacaembu. Vitória alvinegra por 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis. Depois do gol marcado por Blandi, aos 13 do segundo tempo, o Timão parecia ter se reduzido não a um time que “só tem uma Libertadores”, mas sim a algum outro que nunca havia jogado a competição. O nervosismo demonstrado em campo foi incomum.
O São Paulo poderia ter feito, pelo menos, 2 a 0 no primeiro tempo da partida contra o Atlético-MG, nesta quinta-feira, no Morumbi, pelas oitavas de final da Libertadores. Mas não fez. Pior: levou uma virada por 2 a 1 depois de ficar com um jogador a menos aos 35 minutos de jogo – Lúcio levou cartão vermelho.
A expulsão do experiente zagueiro são-paulino, por falta dura em Bernard, mudou o panorama da partida. O Tricolor, que era melhor, viu o Galo dominar.
- O jogo estava encaminhado para uma coisa, mas infelizmente se desenhou para outra. O São Paulo, quando esteve completo em campo, foi um, mas qualquer perda de jogador é fatal em um jogo com duas equipes equilibradas. Ou até quando uma delas é considerada favorita – comentou o goleiro Rogério Ceni.
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